
TERRENO PARA SEDE DO NOVO BANCO AVALIADO EM 200 MILHÕES
O terreno das Amoreiras que está na posse do Novo Banco está avaliado em 200 milhões. O banco admite passar para aquele imóvel, abdicando de vendê-lo para aí instalar a sua sede e construir imóveis residenciais e escritórios.
O terreno das Amoreiras para onde o Novo Banco estuda transferir os seus serviços em Lisboa, e aí estabelecer a sua sede, está avaliado em mais de 200 milhões de euros por peritos avaliadores de imóveis.
206.255.920 euros: este é o valor do terreno destinado à construção e desenvolvimento de um projeto imobiliário localizado nas Amoreiras, em Lisboa, à data do fecho de contas de 2017 do Fundo de Investimento Imobiliário Fechado das Amoreiras. O Novo Banco é o investidor maioritário neste fundo, onde a Banny Investissements tem também uma posição.
Este é o valor que os peritos avaliadores de imóveis davam, no final do ano passado, àqueles terrenos que pertencem ao fundo imobiliário, constituído em 2006. O fundo tem "como objetivo prioritário o desenvolvimento de um projeto imobiliário, destinado à habitação e serviços no centro da cidade de Lisboa". Em causa está o terreno entre as Avenidas Conselheiro Fernando de Sousa e Duarte Pacheco e as Ruas Artilharia Um e Marquês da Fronteira, que tem fins residenciais e comerciais. Este é o valor do final de ano passado, não se sabendo se houve já alguma nova avaliação que alterasse este montante.
A venda dos terrenos tem sido tentada ao longo dos anos, mas o fundo imobiliário não tem sido bem-sucedido. O Expresso noticiou que o preço-base das últimas tentativas de alienação andaria à volta dos 200 milhões, mas que era considerado elevado pelos investidores.
Embora a venda tenha sido a ideia até aqui, o Expresso e o Público noticiaram em Julho que é intenção da instituição financeira sob o comando de António Ramalho ali instalar a sua sede, agregando os escritórios que, atualmente, estão divididos por 11 imóveis. Além disso, haverá construção de escritórios e imóveis com fins habitacionais.
O Novo Banco não quis fazer comentários, dizendo que não há ainda uma decisão definitiva sobre se irá agregar todos os serviços naquele espaço e se irá mesmo vender a sua sede, na Avenida da Liberdade. "De acordo com o enquadramento legal e política desta sociedade gestora a mesma não comenta a atividade dos organismos de investimento colectivos por si geridos", responde a GEF - Gestão de Fundos Imobiliários, a sociedade responsável por gerir o fundo imobiliário das Amoreiras.
Ainda antes da aquisição do Novo Banco, já era notícia o interesse da Lone Star em desenvolver o projeto imobiliário que pertence ao banco por herança do BES, o principal financiador de Vasco Pereira Coutinho. O empresário era o dono da empresa de promoção imobiliária Temple, que detinha os terrenos. A GEF tem ainda Pereira Coutinho como presidente da mesa e Fernando Silva Gomes como presidente da administração.
O Novo Banco acredita que não precisará investir dinheiro fresco, caso a opção passe por abandonar a Avenida da Liberdade e passar para as Amoreiras. Para isso, contaria com o encaixe obtido com a alienação dos imóveis onde opera atualmente. O Expresso adiantou, em Julho, que o projeto poderia custar entre 100 e 120 milhões de euros.
A administração da GEF acredita que este ano "marcará, em definitivo, o desenvolvimento de todo o processo de alteração do loteamento aprovado e concretização do enquadramento urbanístico deste projeto, por forma a permitir o seu desenvolvimento e comercialização".
De qualquer forma, ainda não entrou um pedido definitivo de alteração do alvará de loteamento na Câmara Municipal de Lisboa, segundo confirmou o gabinete de imprensa do município ao Negócios.
Fonte:
jornaldenegocios.pt| 24-09-2018
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